Uma em cada três pessoas nas Américas enfrenta barreiras para acessar serviços de saúde. A conclusão é de um estudo da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), divulgada ontem em Washington. A diretora da entidade Carissa F. Etienne aproveitou para pedir uma ação coletiva a fim de garantir que todas as pessoas da região tenham acesso a serviços de saúde que precisam. Ao lado da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, Etienne participou de um evento que antecede o Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril. Neste ano, o slogan é “Saúde Universal: Para todos, em todos os lugares”.

A diretora da Opas lembra que “saúde é um direito”. Segundo ela, ter de pagar por cuidados de saúde é a principal barreira para muitas famílias, contribuindo também para a pobreza.

Ela destacou que “não é suficiente ter hospitais e postos de saúde sem uma combinação de recursos humanos, infraestrutura, equipamentos, remédios e t e c n o l o g i a s” para diminuir tempos de espera e garantir cuidados de saúde de qualidade. Em 2017, a Opas criou a Comissão de Alto Nível sobre Saúde Universal no Século 21, liderada por Bachelet. Ela notou que ao mesmo tempo em que as Américas têm centros de saúde de qualidade, mulheres e crianças ainda morrem de causas que poderiam ser evitadas. “A desigualdade é o grande inimigo da América Latina e do Caribe”. Segundo ela, a estratégia da Opas, junto com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, dão o caminho para garantir “saúde a todos”.

Fonte: DCI – São Paulo

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